segunda-feira, 24 de junho de 2013

A CLASSE CHE GUEVARA



CARLOS REIS

23/06/2013

O Brasil vem testemunhando uma convulsão social desde o dia 15/06, quando a presidente da República, Dilma Rousseff, foi impiedosamente vaiada por dezenas de milhares de pessoas no estádio Mané Garrincha em Brasília. O lugar é símbolo do desperdício desonesto. Depois desse dia aquela grande vaia procurou outros corpos, e outros ares, em todos os lugares. Expandiu-se pelo país e finalmente, não se contendo, saiu às ruas  somente freqüentadas pela esquerda triunfante desde há um década e tanto.

Foi o que se viu. No clímax do processo histórico, no dia 20/06, mais de um milhão de pessoas em 100 cidades do Brasil saíram às ruas em uma assustadora demonstração de insatisfação contra o governo federal, as instituições, o parlamento, e mais mil demandas, mil queixas, mil demonstrações de injustiça no país da justiça social, da democracia, da liberdade de expressão, da cidadania, e de tudo aquilo que por dez anos o povo e o mundo pensaram que era bom, e não era.

Logo o povo horrorizado com seu governo mentiroso e medroso, quase apavorado, e ainda mais horrorizado com o que viu de destruidor, sem controle, mas conhecido e temido por cada habitantes desse país sem segurança, sem garantia de vida, onde morrem assassinadas 50 mil pessoas por ano, viu outra coisa: uma massa de homens e poucas mulheres  delinqüentes ao extremo a correr e saquear tudo que encontrava. Eu disse cinqüenta mil pessoas mortas, e por quem? Por uma quarta classe social que o Partido dos Trabalhadores e sua ideologia socialista criou e protege.

Abaixo da mais baixa classe social, uma nova classe apareceu; feia, perigosa, mortal. Agora, publicamente se exibe confiante na própria audácia e impunidade eficiente. O PT nos deu uma classe de párias que em duas  décadas chegou ao clímax destruidor que testemunhamos há duas semanas. Uma classe cujo crescimento é inversamente proporcional às franquias democráticas e cidadãs à sociedade; na exata medida inversa de direitos concedidos, hoje sobejamente reconhecidos como onerosos para sociedade. Uma classe a tal ponto ligada aos dois governos petistas que pode se dizer que foi praticamente a única coisa que o pais nunca teve: uma milícia selvagem dependente de criminosos eleitos pelo povo.

Chamados genericamente na novilíngua socialista como “movimentos sociais”, esses grupos sempre negaram portar dentro de si elementos anti-sociais, com tendências criminosas e delinqüentes que, não obstante todos os avisos, logo receberam dos governantes a tolerância máxima, a isenção completa, uma blindagem segura, e protegidos por um imperativo ideológico que ameaça quase sempre o ordenamento jurídico, o qual , por seu turno se curva e se apressa a dizer que são inimputáveis porque são sociais, e ai daquele que discordar. O MST é o movimento típico do que estou falando. Ele, que em seu seio abriga da lei meliantes e gente do pior tipo. Tivemos que nos acostumar com isso.  Na velha Rússia do czar houve um movimento voluntarista desses, a narodnia volia, de extrato rural, a raiz do movimento comunista russo. Eliminado o odioso czar, essa vontade do povo se tornou protagonista da Revolução russa.

Como força de reserva revolucionária, o MST cedeu hoje seu protagonismo (novilíngua petista) à quarta classe petista, essa que corre solta pelas ruas brasileiras, e  que são consideradas pacíficas pela imprensa e pelo governo até que as depredações estourem. E ela é legião. Sua ligação indecente com os governos petistas fez dessa classe mais do que uma massa de manobra, uma verdadeira instituição de guerrilha urbana terceirizada por partidos mantidos pequenos e insignificantes para que menos se veja como,  porque, e para que trabalham.

Anos atrás, esses mesmos partidecos comunistas faziam esse serviço sujo. Compostos em sua quase totalidade por uma juventude  de barbas  ralas e físico precário, e com um cérebro ainda mais precário – a fisiologia da pobreza como disfarce de santidade revolucionária, por isso por mim chamada che guevaras -, moldou-se o tipo social cuja fronteira entre a delinqüência e a militância hoje já não mais se percebe. Convivendo com o crime e com criminosos de maneira tão íntima e promíscua, além de impune, por que então não comprá-los ou alugá-los por tarefas? Com o tempo criou-se uma organização permanente ligada ao financiamento do governo. Já não vemos mais che guevaras barbudos comprando e recrutando gente nas vilas e nas periferias das cidades; intelectuais ricos e poderosos, com sinecuras dentro dos palácios dos inácios se prestam para isso abertamente nas vilas e periferias. Têm projetos sociais, a máscara perfeita.

Curiosamente a presidente se traiu no seu último discurso falando diretamente dessa juventude que sai às ruas. Mas omitiu, é claro, que seu governo paga e recruta gente como um exército de Brancaleone sem nenhum romantismo para fazer o serviço sujo, mesmo correndo o risco de se expor à polícia. Agora no poder, e fora dele, simultaneamente, esses componentes jovens desse partidecos recebem verbas para terceirizar a guerrilha urbana – a quarta classe, que desdenhosamente chamo de classe che guevara.

E é essa quarta classe que está frustrando as enormes manifestações legítimas e pacíficas que denunciam difusamente sua indignação contra o governo. Povo que não sabe que aqueles que aterrorizam a sua marcha são pagos, sustentados ou terceirizados por partidos ideologicamente ligados como gêmeos xifópafos ao governo Lula/Dilma.

Nessa classe odiosa, de extração moral deplorável, há ainda aqueles que nada ganham e que nada tem a perder – são os mais perigosos. Arrastar o rebotalho da sociedade, a escória anti-social, e a tornar cidadã e incluída no mercado de votos, sempre foi tarefa do PT e seus aliados comunistas. Vale tudo, paga-se tudo a eles, ou quase tudo. Promete-se tudo a eles sem qualquer compromisso de cumprimento. Já não se trata de assistencialismo, como os intelectuais ingênuos denominam, nem fidelidade ideológica mal digerida, se trata sim de escravidão e dependência quase química. A opção preferencial pelo pobres sempre acaba pela injustiça social. O governo sabe disso, por isso liberta os instintos dessa massa facilmente maleável como compensação cruel. Que ela assalte a burguesia, que antes se abasteça nas cracolândias do governo.

Escrevi  acima sobre os cinqüenta mil mortos por ano no Brasil, mortos por elementos dessa protegida e pacificada classe. E o que mais espanta é que esta realidade vergonhosa passa despercebida por um povo candidato  cada vez mais  a engrossar essa macabra estatística. A hipocrisia socialista, no entanto, só seria possível com a ajuda daqueles que têm o dever de informar ao povo essa miséria política. Mas a grande mídia olha para o lado; têm outras prioridades. Como a classe política, está interessada no grau de sexualidade do povo brasileiro, enquanto fecha os olhos para o bem maior do homem, sua vida. Ocupa-se em ajudar a vazão libertária, já amoral, daqueles constantemente preocupados com suas fantasias sexuais, através de folhetins quase satânicos, abertamente contrários à tradição do povo.


Quando o povo brasileiro souber disso estará maduro para dirigir sua ira para o alvo certo: o governo socialista do PT e seus aliados, e o comunismo como prática de terror. Mas o grande movimento da sociedade sadia e inocente não cessará. Uma semente da esperança que uma luz ilumine novamente o povo brasileiro foi lançada. No devido momento, e na maneira apropriada, esse povo saberá se livrar do monstro comunista e criminoso. Saberá finalmente que era socialista e não era feliz por causa disso. É essa semente que a classe che guevara quer arrancar do nosso solo pátrio.