quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brasil, o País da Bola


                     BRASIL, O PAÍS DA BOLA


                   Tema de Redação do ENEM (tô aí)


 
Do Dicionário Aurélio. Você leva bola? Você dá bola? Você é do Partido da bola? O Partido da bola tem candidato para prefeito em Porto Alegre? Tem. E por que o Partido da Corrupção do Brasil não teria?




 
Agora falando sério, o partido da bola (gíria antiga de propina) é velho no Brasil, apenas agora é propriedade privada (que ironia, logo de quem não gosta da propriedade privada dos outros!) de um partido, o mais vermelho de todos. Mas não se iludam, o mais autêntico, e o mais antigo é o Partido Comunista Brasileiro, cuja especialidade stalinista eram os campos de concentração (o gulag) na União Soviética. Eles não eram atraídos por “bolas” – sua vocação mesmo era o ser humano, as cabeças humanas, tão incômodas para os comunistas stalinistas que eles matavam às pencas. E tiveram seguidores e apaixonados fãs aqui no Brasil: Jorge Amado, Luis Carlos Prestes, João Amazonas, a múmia Niemeyer, e os baba-ovos Chico Buarque de Holanda, para citar uns poucos.




 
A “bola” apareceu mais tarde quando o Partido Trotskista (PT) chegou ao poder no país inteiro a partir de 1988. Mas foi em 2003 que a “bola” cresceu. Lula e seus mensaleiros criaram ONGGSs, verdadeiras fábricas de dinheiro. Eu escrevi certo: ONGG - Organização Não Governamental Governamental. Foi uma festa. De repente, um país pobre criava milionários da noite para o dia. O fato estranho, entretanto, é que esses felizardos milionários, donos de ONGGs, tinham relações quase sexuais com determinados partidos de origem e vocação comunista A pasta do Ministério dos Esportes, criada pelo chefe da quadrilha, Luiz Inácio, virou propriedade feudal do PC do B que rapidamente multiplicou seus candidatos a detentores de cargos e mandatos. O Partido enriqueceu. A fórmula era fácil: funda-se uma ONGG para um companheiro com qualquer projeto que lembre esportes, futebol – e quem resiste a isso? -, e crianças carentes, e pronto, taí a verba milionária que jorra. Foi Lula que inventou o Ministério da Bola, uma fonte tão rica e corruptora quanto corrupta. Ela logo atraiu ladrões internacionais como o presidente da FIFA, que não teve nenhum prurido em se aproximar do sócio brasileiro Ricardo Teixeira, presidente da CBF, outro investigado.





 Assim criou-se a idéia da Copa do Mundo no Brasil: uma idéia que já nasceu superfaturada.




 

A corrupção aqui é endêmica, todos sabem disso, mas sabem disso principalmente os ladrões da FIFA. De repente, o Brasil sedia os jogos PanAmericanos e se postula para sediar a Olimpíada do Rio de Janeiro, onde a corrupção foi pacificada.





Parênteses: para quem não tinha percebido, ladrões pacificados e políticos pacificadores são lados da mesma moeda, ou gomos da mesma “bola”. Assim, o país da bola cresceu e ficou forte. Até é respeitado lá fora onde a bola é menos escassa e o juiz mais severo. Como se sabe, os europeus adoram o comunismo no país dos outros. É como aquela coisa da pimenta: nos olhos dos outros...




 

Extra, Extra: Foi demitido hoje de tarde o chefe da ONGG dos Esportes, com sede em Brasília na Esplanada dos Ministérios. Ainda não li a carta de demissão do chefe da bola, mas acho que não vou ler, não. Não quero que minha mulher me veja chorando de pena daquele homem inteiramente dedicado à bola, com cara de bola, agora murcha, é certo. Mas enfim... valeu Orlando, o ministro dos milhões.





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O MASSACRE DE MAIS UM KADDAFI



 




               Sodomização aos 16 segundos do video


Como era previsível (vejam no grog os posts de março deste ano), Kaddafi não existe mais. Ele começou a ser uma impessoa ainda no ano passado, em dezembro, quando na França foi planejada a sua destruição. As operações secretas de subversão do seu regime (e aqui não entro no mérito do seu governo ou de sua ditadura) começaram em janeiro deste ano – leiam os posts do início do ano a respeito. Organizava-se a derrubada de líderes árabes africanos de um modo geral, mas o alvo era Kaddafi e a Líbia pelas razões que sublinharei adiante.

Para quem já esqueceu, o primeiro a cair foi o líder da Tunísia, país insignificante. Depois foi Mubarak do Egito, um país importantíssimo pela sua fronteira com o terrorismo árabe palestino. Para a fogueira ficar mais quente tentou-se e ainda se tenta derrubar o líder do Yemen. O Bahrein foi absorvido de modo imperial pela Arábia Saudita, aliada de Israel. Logo a seguir os levantes “populares” cresceram na Síria, outra ditadura de décadas. Mas a Líbia é o filé. A OTAN, o braço armado da Nova Ordem Mundial, que tem os EUA, a Inglaterra, a França, a Alemanha e a Itália de Berlusconi como membros mais importantes mundialmente, se encarregou de derrubar pela força o regime de Muammar Kaddafi. A ONU, uma fachada da Nova Ordem Mundial, se prestou mais uma vez para legitimar outra farsa: a alegada defesa dos cidadãos líbios contra o regime totalitário de Kaddafi. Mesmo que isso fosse verdade, pelo menos nos anos antes de 2003 quando Kaddafi foi convidado para as altas rodas mundialistas – é desta época que o vemos abraçado a sorridentes líderes mundiais, e até presente na ONU – ainda assim é difícil compreender a aproximação do Ocidente cristão e seus líderes poderosos de um brutal e sanguinário ditador como Kaddafi. Assim ele foi (de novo) retratado. E estes líderes voltaram a ter queixas de Kaddafi. De repente, descobriram o seu governo desumano.







Só que desta vez os motivos são o ouro negro (o petróleo), e a moeda pan-africana, o dinar líbio, algo intolerável para os interesses financeiros sionistas. Kaddafi ainda teve a ousadia de propor o controle único do petróleo, fugindo do cartel controlado pelos illuminati Rockefeller e Rothschild. Além disso, como confirmado pelo próprio filho de Kaddafi, Saif, outra riqueza objeto da cobiça da Nova Ordem Mundial (NOM) é o aqüífero líbio, o maior do mundo. Já os militares da NOM querem, e vão ter, finalmente, um porto no Mediterrâneo sul. O AFRICOM, o comando militar americano na África planeja há anos esta base. Com ela o controle militar da bacia mediterrânea se completa. Ao leste, Israel (leia-se Estados Unidos) já detém o comando até as praias da Síria ainda controladas pela marinha russa. Ao norte do Mediterrâneo os fantoches italianos e franceses franqueiam seus portos para a OTAN. O porto de Latakia na Síria é outro objeto de desejo da NOM. Derrubar o governo sírio atual com o mesmo pretexto usado na Líbia, uma missão “humanitária”, até não é tão difícil assim: Bachar el Assad se esforça em matar civis, na sua quase totalidade muçulmanos xiitas (Assad é alevita, ramo minoritário islâmico). A NOM espera que esse número aumente e cresça para a fúria do Iran. Assad será destruído e com o mesmo barbarismo com que foi trucidado Kaddafi e seus filhos.




                 Obama, o prêmio Nobel da Paz; Cameron; Sarkozy
                           

 Esse banho de sangue ocidental cristão (OTAN, NOM), embora cristão de boca para fora, é uma receita certa para a NOM se desvencilhar de ditadores incômodos e desobedientes e abrigar no seu lugar lideranças islâmicas violentas e bárbaras. Enquanto esses ditadores são fiéis aos seus donos, tudo bem. Por isso devemos esperar que, quando os lulas e chàvez, kirchner, evo morales e que tais, cansarem a beleza da NOM serão eliminados com a mesma impiedade. Eu mesmo terei pena de Lula, Dilma, Cristina Kirchner, Evo Morales, Rafael Correa, Hugo Chàvez. Um dia a lagoa deles secará e seus couros de jacaré serão expostos à execração pública como agora é exposta a carcaça do Kaddafi.

Por outro lado, líderes demonizados, como Ahmadinejad do Iran, são mantidos pela NOM de propósito. Ahmadinejad faz tudo o que a OTAN–NOM deseja. Vai a ONU e denuncia a farsa do 6 milhões de judeus mortos por Hitler. Que beleza para a mídia sionista que ajudou a aumentar o número do holocausto! Ahmadinejad é o demônio perfeito – deixem-no vivo, e em paz, pelo menos por enquanto! Fidel Castro é um exemplo bem conhecido de como são úteis os ditadores para quem pensa dominar o mundo através de guerras e levantes sangrentos "populares".


Isso enseja outro comentário, qual seja, o caráter verdadeiro da democracia e da liberdade de voto. Como escrevi em resposta a um amigo, o lulo-petismo, como exemplo de destruição da ordem cristã, desmoralizou o que já estava desmoralizado há muito tempo. Era uma questão de tempo a Universidade laurear um imbecil intelectual, porém um gênio na arte de desviar dinheiro pela causa socialista. Ela tornou o apedeuta um PhD honoris causa. Que causa estranha seria essa? Isso, é inegável, o torna extremamente forte sob o ponto de vista político-eleitoral convencional. Se alguém pensa ganhar dele em eleições “livres”, que tire seu cavalinho da chuva.





O lulo-petismo só cai por forças externas ao eleitorado, aliás, as mesmas que o mantém no poder, mesmo agora sem mandato. O lulo-petismo será varrido na hora que for conveniente à cabala de banksters internacionais. O lulo-petismo é instrumento dessa Nova Ordem que constrói ditaduras e ditadores floridos, para depois derrubá-los quando a hora chegar. É assim que funciona a coisa.



O fim de Mussolini e Clara Petacci



Tais mudanças de rumo e de pessoas levam décadas, muitas décadas, o que escapa à compreensão geral. Somente uma varredura persistente, levantando rastros que têm décadas ou séculos, pode levar a cabo a revelação dos esquemas de dominação de longo alcance da Nova Ordem Mundial.

Um dos fatores-chave desse esquema de dominação é a fraude da liberdade democrática do voto. Se os banqueiros abdicassem mesmo por um instante de controlar as regras "democráticas" do voto, o povo não perceberia e não tiraria partido dessa extrema oportunidade. Mas isso seria o mesmo que não ter eleições, algo inadmissível para um povo "livre", que reagiria indignado e exigiria de volta suas ricas eleiçõezinhas. Não faltariam políticos que o insuflassem para mais uma “primavera democrática”. Mas, isso não é uma coisa que o povo possa saber – ele só sabe obedecer, e ainda assim nunca por sua própria consciência. Todo o esquema democrático, o que envolve as instituições, e em particular, o poder judiciário, fraquinho, esquálido, que só se regenera quando é recompensado, foi fundado pelos mesmos ramos ancestrais dos controladores militares e econômicos de hoje. É por isso que os sistemas jurídicos, hoje em dia, não têm prazos de validade muito longos. Autonomia judiciária, ou independência enquanto poder, são ficções sócio-políticas. Quem ainda se agarra a mandamentos "velhos", "superados", reacionários, como diziam os comunistas antes de chegar ao poder no mundo, não consegue fazer a leitura correta da situação em que estamos, e não só no Brasil. A democracia nunca foi mais do que uma regra. Hoje se tornou um fim em si mesmo na sua falsidade e facilidade em que se transforma em ditadura legalizada e legitimada. O povo, o eterno escravo, ainda se ilude com sua ração de liberdade: está cada vez mais livre, embora não abdique de sua escravidão. Invertendo a fórmula petista: é infeliz e não sabe.











sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma visão alternativa da História

Um revolucionário novo entendimento da história da terra começou a emergir nas décadas que fecharam o século XX. Esta nova visão ensejou a percepção que a Terra é parte intrínseca do ambiente cósmico e que os eventos e condições além dos limites do domínio terrestre têm desempenhado um papel decisivo na determinação do progresso da vida na Terra. Mas ela também carrega implicações de longo alcance para o futuro do homem e da civilização desse planeta, no que é agora percebido pelo menos nas interações terrivelmente catastróficas entre a Terra e o Cosmos. Não há exagero em absoluto em empregar o termo “catastrófico” para descrever alterações extremas no equilíbrio ecológico e ambiental da Terra as quais têm repetidamente ocorrido no ciclo de vida do nosso planeta. A realidade das catástrofes ambientais radicais têm sido cientificamente documentada além de qualquer erro. Entretanto, as implicações dessa nova visão dos trabalhos da natureza têm até agora conseguido escapar da atenção da vasta maioria da humanidade, incluindo aqueles cientistas, profissionais e policy makers que deveriam prestar atenção aos poderosos avisos claramente conduzidos por uma massa crescente de novos dados e evidências.



Em conjunto com este emergente entendimento da catastrófica história da Terra, está a percepção que a história humana na Terra, sua cultura e civilização, é muito mais velha e mais rica, e muito mais profunda do que a história reconhecida pelos eruditos e cientistas do mainstream até somente uma geração atrás. O Homem Antigo, agora parece, foi mais sofisticado cultural e cientificamente do que o estereótipo do Paleolítico primitivo até recentemente percebido pela ortodoxia antropológica. Aliada com este reconhecimento das conquistas antigas está a crescente apreciação da extrema antiguidade do moderno Homo sapiens na Terra.



Enquanto a visão prevalecente do passado sustenta que a História começou no Oriente Médio há 5.000 anos, deve-se ter em mente que humanos modernos parecem ter ocupado este planeta pelo menos há 150.000 anos. Está se tornando crescentemente provável que a história do homem na Terra é muito mais profunda e mais complexa do que reconhecida até agora pelas interpretações já estabelecidas da pré-história.



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O texto abaixo, descartada toda poesia, alinhava algumas razões porque este novo conhecimento do Homem e do Planeta continua desconhecido da imensa maioria.

sábado, 15 de outubro de 2011

Mais Leve Que O Ar




A Resistência do Ar das Montanhas. – O ar frio das alturas enrijece o coração e enobrece a alma. Do alto também percebemos melhor as correntes que dão o curso normal e pacífico das coisas em que estamos envolvidos. Essas correntes, dominantes, mais frias e secas, ou subdominantes, mais quentes e úmidas, por qualquer uma delas parece fluir um sentido. E se um vento maligno, insidioso, e até sedutor, for o vento dominante e o sentido final? Flutuaremos atrás dele, por mera conveniência e oportunismo, e em grossa companhia, como quem gosta de pertencer à maioria? Então não resistam vocês também ao vento bom e verdadeiro, embora fraco, solitário, e tênue, capaz apenas de colher na sua resistência a menor partícula de maldade junto aos ventos dominantes. Lembrem: do alto sentimos melhor as resistências.



O longo curso dos ventos. – Para que norte aponta a seta do tempo? Para que sul aponta o sentido das correntes dominantes? Na História as chamamos Tradição. De todos os sentidos que já sopraram como ventos, um resultou em um fulcro de costumes, hábitos, tradições e memórias sociais, mergulhado no mais profundo sentimento cristão e imbuído da mais sincera das intenções; dele nunca se disse que esteve ausente do longo curso dos ventos. Mas os cursos mudam e os inocentes não percebem sua mudança. Ressentem-se somente daqueles que sinalizam que outras direções existem e que teimam em resistir ao longo curso dos ventos.



Urgente! Corram todos! A História mudou! – Descobriu-se recentemente, confirmando suspeitas mais antigas, que a História como a conhecemos é muito mais velha do que parecia. Agora se sabe: o problema estava na aparência. Quem a teria feito assim tão jovem; quem a compôs assim; quem a “editou”, para usar o jargão usual, e em que momento foi construída para os nossos sentidos? Se tirarmos as aparências dos diferentes designs históricos gravados na nossa memória histórica oficial, se lhes retirarmos toda juventude, não sobrará grande coisa da História. Simplesmente podem estar todos errados! Forte demais isso? Então olhem as ruínas, os monumentos de civilizações tão antigas quanto 12 mil antes de Cristo. A História não conta nada disso. Portanto, está merecendo uma revisão imediata. Isso é tão urgente que não devemos ter pressa. A História não viu nossa vetusta realidade. O juiz não deu o pênalti claro a todos!


Gobekli Tepe. Pilar de 15 metros de altura. Inscrições feitas com que máquinas?



O longo curso dos tempos. – Em catorze mil anos poderíamos alocar pelo menos duas civilizações inteirinhas. Dava para fazer duas histórias com muitas historiografias, cada uma com seus heróis, sua façanhas, etc. Mas isso sabemos agora. E se em outros tempos, tão ou mais antigos do que esses, contássemos com vinte mil, trinta mil anos de história para encaixarmos nossas descobertas e teorias? Quantos antes já fizeram isso? Ninguém pode responder isso hoje. Mas todos sabem defender sua pequena história como a única certa. Quando o argumento enfraquece lembram a Tradição, qualquer uma, a da ocasião, embora essa ocasião seja apenas aquela que convém ao longo curso dos tempos. Afinal, não tão longo assim.



O sangue vermelho da sacralidade. – A tudo esse sangue tingiu. Melhor diríamos, ungiu. Uma unção quase indelével de sacralidade. No longo curso dos tempos houve muitas petrificações, às vezes de um Pedro histórico e de mármore travertino, em outras de um outro discípulo menor e mais distante, um calcáreo menos nobre. É quando esse tingir de vermelho espalhou-se. Diziam coisas temíveis desse vermelho. Mas a sacralidade vinha da cor, e esta, quando madura, tornar-se-ia púrpura. Mais aí a sacralidade foi abandonada com segurança. Ficamos a examinar a estrutura, como fazemos com uma célula, sem muita cerimônia, com objetividade, fazendo a leitura compungida e conveniente. Mas a cor enfraqueceu inexoravelmente no tempo assinalado. É visível sua palidez hoje. Neste instante qualquer outra cor antiga dos primeiros tempos se torna uma ameaça. Cubramo-la rápido e a acusemos de alguma heresia cromática segundo os nossos melhores sentidos, emoções, e pensamentos. Sempre foi assim, reza a Tradição.



A Ciência tem seus Heréticos. – Autos de Fé ainda são feitos no Ocidente democrático. Nos atuais tempos se tornou costume condenar, proibir, reprimir e calar dissidentes políticos e ideológicos. Pessoas que manejam as palavras, por suas bocas ou por seus escritos, são levadas aos tribunais inquisidores bancados por poderes temíveis. Se eu gritar COMUNISMO provavelmente serei aplaudido. Mas se gritar SIONISMO serei preso ou visto com desconfiança por meus melhores amigos. Ora, são apenas ideologias. Podemos prender idéias? Pregar idéias é crime? Certamente é, mas para alguns. Quem está no controle das Ciências Humanas, qualquer uma, mesma aquela de propriedade dos poderosos e para seu uso particular? Quem criou as heresias, o crime de ódio da Idade Média? A quem serviu essa conveniência inescusável do poder eclesiástico que por muito tempo não teve que prestar contas a ninguém e julgou e condenou e executou? Seus descendentes menos sagrados, mas com roupas e aprons parecidos, continuam fazendo a mesma coisa. Para condenar à estaca usam a Universidade, as cifras matemáticas e as equações como antes faziam com procissões encapuzadas. Agora, quando necessário, criam prêmios, honrarias e homenagens, e de champagne em champagne na recepção do Nobel da Paz criam legiões de heréticos, mas não demais para que não pareçam ser maioria.



O ar puro das montanhas. – Revigorado pelo ar fresco e frio, às vezes duro e cortante como um látego, mas quase sempre rejuvenescedor, e purificado pelo mais fino ar que sustenta a pena mais tênue, lanço meu repto: espere sua hora, porque a libertação do homem já é visível de longe. Do alto das montanhas se vê melhor. Mas não se enganem, do alto não se vê melhor o céu infinito, apenas vemos melhor a planície nem tão rarefeita, nem tão pura.



O tocador de flauta. – A primeira nota, alerta; a segunda já soa mais sentida, no tom certo da emoção previamente combinada. Todos apuram os ouvidos quando o flautista toca; conhecem seu coração. Mas a ilusão do flautista é que irão ouvi-lo até o fim, muito depois da terceira ou da quarta nota, que já se desinteressaram por sua melodia. Ouvir é uma ciência. Ouvir até o fim é um dom quase divino. É ter gosto pela Eternidade e pela paciência. Aquele que sopra verdades ao vento conta que chegue a todos os ouvidos sua melodia. Foi assim que ouvi pela primeira vez o tocador de flauta. Paguei o preço da solidão, do desterro voluntário, do retiro no wilderness, mas eu ouvi. Sócrates dizia que nunca é tarde para aprender a tocar flauta.



Um passarinho me contou. – Um whistleblower me contou (soprou) que o mundo está para mudar. Mas o mundo está sempre mudando, disse eu. É que desta vez as pessoas se deram conta da mudança dos cursos relativos da Terra e do Sol. Em algumas ilhas longínquas do Hemisfério Norte o Sol começou a se por e se levantar em lugares alguns quilômetros distantes do que costumava fazer até este ano de 2011.



 

Já foram tantas Auroras. - Os esquimós conhecem há milênios de maneira precisa o local exato da aurora e do crepúsculo do Sol. De repente, neste ano, esses lugares mudaram. Os esquimós ficaram confusos. Como se sabe disso? Ora, basta olhar. Temos que estar lá ou acreditar na palavra de centenas de esquimós que confirmaram as observações dos astrônomos. Então por que não vemos e damos valor também aos monumentos de mais de 14.000 anos? Então, por que não vemos a palidez da sacralidade? Então, por que ficamos cegos diante da mudança dos tempos? Por que não resistimos mais fortemente àqueles que querem nos silenciar? Nem percebemos que os ventos mudaram de direção e que não há, na verdade, ventos dominantes, se não por definição temporária? Ora, abdiquem de suas cláusulas pétreas, petrificadas, fossilizadas; abandonem suas rotas automáticas. Vislumbrem o horizonte mais amplo; respirem o ar das montanhas: sintam a tênue fineza do ar sem direção, de mais auroras que imaginávamos.


 


A pré-diluviana Gobekli Tepe, Turquia, 12.000 AC



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

AS GRANDES MENTIRAS DO ANO 2011




Janeiro e Fevereiro. – Nascem os movimentos “espontâneos” da Primavera Árabe. É preciso explicar. Primavera Árabe é uma expressão midiático-romântica para justificar uma mudança no comando de países islâmicos (ou de maioria islâmica, como o Egito). Para disfarçar a intenção belicosa de quem orquestrou tais movimentos a mídia foi convocada a disseminar a idéia que o Facebook, o Twitter, o Orkut, as tais redes sociais, foram o estopim aceso por jovens do mundo indignados contras as injustiças. O modelo aqui é pobre, mas como tem inspiração própria de serviços secretos russos ou afins, funcionou muito bem. Assim, uma massa de jovens de miolo mole, mas cheios de boas intenções, desencadeou pela internet um movimento tão forte que derrubou o regime de Hosny Mubarak no Egito e de Kaddafi na Líbia. De repente, a OTAN, o braço armado do sionismo internacional, cansou da beleza de Kaddafi e Mubarak e interveio fortemente nestes países; exigiu a queda destes “monstros” e colocaram no seu lugar ditaduras militares islâmicas anti-Israel. Onde está a mentira? Israel adorou! O sionismo* alcançou seu objetivo.



Março, 11. Um terremoto arrasador (onde mesmo ele foi arrasador?) de magnitude 9 (quem foi que disse?) provoca uma indiscutível tsunami que matou 20 mil pessoas e danificou seriamente 3 reatores nucleares japoneses. A radiação contamina mortalmente o Japão. A mídia internacional silencia. Os banqueiros a silenciam. O povo japonês morre lentamente envenenado pela radiação – esta se espalha e atinge a costa oeste americana. Estudiosos não a soldo da mídia ou dos poderes estabelecidos prevêem a morte de centenas de milhões de pessoas no decorrer de muitas décadas. O Japão morre e junto com ele boa parte do planeta. Alguém mais sabe disso? Não. Apenas estudiosos sérios, centenas de gatos pingados que enxergam a morte certa. Mas a morte de milhões e a destruição do ambiente marinho vai demorar e o cálculo econômico e do poder omite essa verdade que, afinal, só se provará verdadeira em décadas. Alegam eles internamente que o povo não deve saber, que a população do planeta do planeta não precisa saber disso. É mentira de qualquer modo, e uma das maiores da humanidade.



Abril e Maio. – Continuam as tentativas da OTAN (sionismo internacional armado) de destruir Kaddafi. Já neste instante percebem que matar Kaddafi é muito difícil, mas a tentativa é válida. Afinal, uma guerra de desgaste longa e cruel é muito boa para o sionismo. Todos lucram. Até os russos e chineses. O vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Obama, não deixa aviões sobrevoarem a Líbia. Pega mal para um pacifista. Uma guerra civil muito longa começou neste instante. Mas guerras não devem ser feitas para que haja um vencedor. A velha lição orwelliana ensina que as guerras não devem ter um vencedor; eles devem terminar empatadas ou não terminar. Não é para isto que se fazem guerras. Um longo combate aberto ou clandestino, tanto faz, gasta recursos, cria pobreza e concentra riqueza nas mãos dos sionistas investidores. Na Turquia inicia-se um movimento de aparente contestação ao regime sionista de Israel. Mas a Turquia é uma peça importante no tabuleiro militar sionista da OTAN. Ela ataca os curdos, tem pretensões territoriais na Alta Mesopotâmia, mas finge atacar Israel publicamente. O papel artístico aqui é vitimizar Israel, o coitadinho. Mas a grande mentira deste mês é a morte de bin Laden. É uma das maiores do ano, sem dúvida. O corpo não é mostrado; teria sido destruído. Lembram Hitler? O ogro, ou o zumbi, o morto-vivo bin Laden enche as páginas dos jornais. Grande vitória do regime 1984. O Big Brother festeja, o povo se rejubila. Um grande mal foi destruído. Agora a OTAN se concentra no Afeganistão e no Paquistão, teatros férteis com imenso potencial para mais guerras. De lambuja, ainda têm ópio (heroína). Guerras assim não custam nada.



Junho e Julho.  Arábia Saudita e Israel fazem planos conjuntos contra o Iran. Judeus e árabes islâmicos sunitas e waabitas conspiram quase que abertamente contra os xiitas da esfera do Iran. O golpe contra o Yemen e o Bahrein é um golpe sionista-waabita. Ahmadinejad faz o papel do Goldstein do 1984. É um ogro odioso – ele mesmo gosta de desempenhar esse papel de incitador de ódio. Chego a desconfiar que ele mesmo seja uma criatura sionista. De qualquer modo o Mossad, a agência de serviços sujos de Israel, ativa um vírus nas usinas nucleares do Iran. É o stuxnet. As centrífugas nucleares iranianas são danificadas. Mais do que isso, para completar o Mossad assassina cientistas nucleares iranianos – são mais de seis! O Iran não reage. Tem medo das represálias.



Agosto e Setembro. – Começa a guerra econômica na Europa do Euro. A Grécia é escolhida como pivot. Tudo que é ruim em economia existe na Grécia. O Euro, antes uma moeda forte, agora titubeia e se desvaloriza acompanhando o dólar. A guerra econômica agora atinge os Estados Unidos. O governo Obama se enfraquece, ou seja, sua capacidade de gerar crises econômicas foi bem sucedida, mas ele mesmo se esgota. O movimento “grass roots” do Tea Party cresce nos EUA. Tudo mentira. O Tea Party é um movimento sionista de regeneração do ar beligerante. Seu fermento principal está na FOX. Aumenta-se de propósito a guerra econômica e a crise fica clara. Os republicanos agora dirigem o show. O Congresso da AIPAC, movimento econômico-político judeu dentro dos Estados Unidos, finge que está brigado com Obama e faz falsas ameaças. Tudo mentirinha. Este mesmo Obama, como um ator de teatro de comédia, “enfurece” os sionistas de Israel, reprovando as colonizações novas, ao mesmo tempo que contemporiza com os sionistas americanos. Nada mais falso do que essa aparente contradição. Não há contradição alguma. Todos desempenham bem seu papel. No final do mês a crise atinge os brasileiros e todos os países lacaios sempre prontos para arruinar a vida de seus próprios cidadãos. A gerentona Dilma segue o script fielmente como antes tinha feito o PhD Lula. Mas antes Ahmadinejad vai a ONU e denuncia o falso holocausto judeu nazista. É apedrejado. Mas ninguém explica seis milhões de mortos, o número mágico existente desde o século XIX. A propaganda bolchevique-judia recriou este número fantástico e o aplicou à loucura nazista. O ogro da época era Hitler, não Stalin. A “verdade” que os ingênuos acreditam até hoje foi inventada por comunistas judeus. Mas, não será o ogro do Ahmadinejad que estará dizendo a verdade. A única verdade é a verdade sionista.



Outubro. – Nasce em Nova Iorque um falso movimento de contestação a Wall Street. É o Occupy Wall Street. Tudo mentira! Este movimento é amparado em última análise pelo CFR (Counsil on Foreign Relations). É uma manobra diversionista feita por intelectuais com paixões juvenis marxistas-leninistas. A mídia calhorda se presta a interpretar o movimento pelo seu valor de face. Nada mais enganoso. E, por último, um complot para assassinar o embaixador saudita em Washington é descoberto pela inteligência sionista. Que coisa bonitinha! Um iraniano, obviamente, está envolvido. Aliás, mais de um. O complot é mais amplo, ainda não são conhecidos todos os detalhes, mas a CNN e a FOX, mídia sionista por excelência, enche páginas e páginas com informações até ontem muito secretas. Este pessoal da CNN e da FOX é bem treinado pela CIA, o FBI, o Mossad, o MI6, etc, etc. Os árabes estão muito indignados. Os sauditas em especial, sócios dos Bush e de grandes conglomerados empresariais e de petróleo ficaram muito indignados. Lacaios sionistas republicanos e democratas, antevendo contratos milionários, dão declarações na mídia exortando a uma retaliação militar imediata. O assunto é ainda novo na mídia, mas promete muito. É mais um passo para os preparativos da Grande Guerra de 2011. Há três anos soube por um whistleblower que esta guerra (Israel contra o Iran) já demorava. Muitos sionistas illuminati se queixavam desta demora. O ano de 2011 (que obviamente ainda não acabou) promete muito.

*Obs. Sionismo, para quem não sabe, é uma ideologia. Anti-sionismo não é um movimento anti-semita. Anti-sionismo não é racismo. É uma oposição a uma ideologia de dominação econômica, cultural e política do mundo. O sionismo é ateu e anti-religioso; portanto, é anti-cristão e anti-judaico.