terça-feira, 29 de outubro de 2013

Será Ion Mihai Pacepa um agente triplo? Isso é desinformatzya!Será Ion Mihai Pacepa um agente triplo? Isso é desinformatzya!


28 de outubro de 2013 às 19:54

No ano de 1978 o militar da Securitate, serviço de inteligência da Romênia (fantoche da KGB soviética), o rumeno Ion Mihai Pacepa (pronuncia-se ión mi-rra-i pa-ce-pá) fugiu para os Estados Unidos depois de uma breve estada na embaixada americana na Alemanha onde pedira asilo.


 Em 1987 publicou nos Estados Unidos Red Horizons: Chronicles of a Communist Spy Chief O trabalho de Íon Pacepa é bem conhecido. Graças a ele o mundo secreto da KGB se abriu e importantes informações sobre o trabalho de décadas da KGB, ex-NKVD, foram reveladas. Entre outros agentes da KGB que fugiram para os EUA, Ion Pacepa torna-se relevante especialmente em assuntos que envolvem o Vaticano, o Papa Pio XII, e o holocausto. Seu trabalho tem sido desde a sua fuga o de inocentar o papa Pio XII das acusações de ser nazista, ou pelo menos simpatizante do regime de Hitler, e de não ter feito nada ou pouco para salvar judeus dos campos de concentração nazista. Pacepa confessa que ele mesmo esteve pessoalmente envolvido e tem conhecimento de como a KGB trabalhou para minar a confiança do mundo na Igreja Católica. Essa confissão encerra o assunto sobre a inocência de Pio XII. Graças a ele até ateus como Richard Dawkins hoje acreditam na inocência de Pio XII.


Os anos 70 mostraram um avanço do comunismo pelo mundo em escala nunca antes feita. Os bolcheviques desembarcaram na America nesta década. Uma década de acordos, concessões, e de domínio da new left na sociedade americana. Tal domínio na vida intelectual, acadêmica, diplomática e política, mudou o curso da história nos EUA. A guerra do Vietnam, os Acordos de Helsinque, concluídos em 1/8/1975, o governo pró-comunista de Jimmy Carter, a expansão da Teologia da Libertação – criação jesuíta, por excelência –, e a unificação de propósitos da Nova Ordem Mundial que buscavam a abolição das diferenças ideológicas ao igualar políticas de “esquerda” e de “direita” em torno de temas pseudo-benéficos como “direitos humanos” e “liberdade religiosa”, caracterizaram esta década como uma era de vitórias para o comunismo de Moscou. A Igreja Católica teve uma participação decisiva nisso através de sua ostpolitik (política externa) comandada pelo comunista cardeal Agostino Casaroli, chefe da diplomacia do Vaticano desde os anos iniciais de João XXIII, o papa bom, bom e comunista, bom e traidor da Igreja Católica, que patrocinou o Acordo de Metz com os comunistas de Moscou e inaugurou o Concílio Vaticano II, o qual, como se sabe, preparou “pastoralmente” a Igreja para as idéias comunistas. Então, desde 1958 e até antes, a Igreja se abria ao comunismo e sofria a tentação do regime de Moscou que ansiava pela destruição ou enfraquecimento de seu maior inimigo.


Nos Acordos de Helsinque, aliás, mostrados literariamente no livro Windswept House do Padre Malachi Martin, como comandados pela Igreja de Casaroli e Paulo VI, e nos quais a America e a União Soviética celebravam um pacto de cooperação e segurança para a Europa, preparava-se a criação da União Européia. A OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação para a Europa) fundada para celebrar o que parecia um pacto entre inimigos ideológicos mortais (Os Acordos de Helsinque) escondia outra face: na verdade era uma capitulação da America ao comunismo. Havia certas condições, entretanto. Algumas delas muito se assemelhavam às condições acordadas no Pacto de Metz de 1958, isto é, quem levava vantagem era sempre a União Soviética. Para o mundo da política e da diplomacia era um avanço dos direitos humanos. Mas nós sabemos o que são “direitos humanos” para comunistas. A America já enfraquecida pela propaganda soviética na mídia sionista celebrava a “detènte”, política de distensão, como era chamada, com o Urso Soviético Leonid Brejniev. O presidente americano era o fraco Gerald Ford, herdeiro do fracassado Richard Nixon e seu Watergate.

The Conference on Security and Cooperation in Europe opened in Helsinki on 3 July 1973 with 35 states sending representatives. Stage I only took five days to agree to follow the Blue Book. Stage II was the main working phase and was conducted in Geneva from 18 September 1973 until 21 July 1975. The result of Stage II was the Helsinki Final Act which was signed by the 35 participating States during Stage III, which took place in Finlandia Hall from 30 July – 1 August 1975. It was opened by Holy See’s diplomat CardinalAgostino Casaroli, who was chairman of the conference. The concepts of improving relations and implementing the act were developed over a series of follow-up meeting, with major gatherings in Belgrade (4 October 1977 – 8 March 1978), Madrid (11 November 1980 – 9 September 1983) and Vienna (4 November 1986 – 19 January 1989).(fonte: wikipedia)

As palavras do própio Casaroli na ocasião:


O Cardeal Aquile Silvestrini, ainda vivo, e que foi o principal ajudante de Casaroli, em 1985 denunciava o fracasso dos Acordos de Helsinque. Era época de João Paulo II e seu ecumenismo irresponsável. Se queixa o Cardeal Silvestrini:http://archive.catholicherald.co.uk/article/9th-august-1985/2/helsinki-progress-disappointing-says-pope

O governo Jimmy Carter (1977-1981) ficaria célebre por sua adesão ao comunismo e Castro em Cuba e sua omissão diante da expansão do comunismo na America, principalmente no establishment cultural e diplomático americano. Carter pagou um mico formidável na questão do Iran e os ayatolás. A década de glória da grande conquista soviética se encerraria. Não foi preciso comprar nada, não foi preciso comprar nem invadir os Arquivos Secretos do Vaticano; nunca houve promessa de um bilhão de dólares do governo romeno para o Vaticano. A própria Igreja, já comunista na sua política internacional, rezava pela “paz”, pela “coeexistência pacífica” com o comunismo. É da década de 80 o arrependimento pela traição ao povo católico – um arrependimento tardio.

Ion Pacepa no seu último livro de julho de 2013 volta ao assunto de seu protagonismo pessoal. Em Disinformation: Former Spy Chief Reveals Secret Strategy for Undermining Freedom, Attacking Religion, and Promoting Terrorism, o tema reforça seu apoio à Igreja e ao Papa Pio XII, e mais uma vez recebe críticas, agora surpreendemente dos sionistas, pelo menos os mais radicais. Ainda em 2007, ano da publicação no National Review do famoso artigo de 25 de janeiro, Moscow’s Assault on the Vatican, The KGB made corrupting the Church a priority,


ele recebia críticas da própria Igreja e de ninguém menos do que o padre jesuíta alemão Peter Gumpel, vivo ainda hoje e com 90 anos, Guardador dos Arquivos Secretos do Vaticano e relator do processo de canonização de Pio XII, o padre Gumpel desmente Ion Pacepa e denuncia seu “egolatrismo”, ainda que concorde com ele na farsa da peça de teatro The Deputy, criada pela KGB para denegrir o Papa Pio XII. O Padre Gumpel tem mais de 100.000 páginas de arquivos sobre Pio XII e assegura que jamais agentes da KGB levaram para fora documentos (às centenas, segundo Ion Pacepa). Os três agentes que tentaram logo foram identificados e postos para fora rapidamente sem nada levar. Diz ele ainda: “temos que examinar cum grano salis versões de oficiais da inteligência que buscam se vangloriar”. Também chefe do Instituto Pontifício Oriental e do Colégio Pontifício Russo, o Padre Gumpel afirma que Ion Pacepa “é inconfiável”.


Catholic News Service em artigo de 2/8/2007 também desconfia das revelações de Ion Pacepa referentes  a retirada de documentos dos Arquivos do Vaticano, especialmente entre os anos de 60 e 62, como afirmou Ion Pacepa, já que os arquivos não estavam nos corredores famosos proibidos a muitos, mas na Biblioteca da Secretaria de Estado.


Do texto do link acima destaco e faço grifos das restrições que Ronald Rychlak fez acerca da plausibilidade de agentes soviéticos terem subtraído, copiado, ou retirado tais centenas de documentos:

… an adviser to the Vatican's delegation to the United Nations, is one of the few Americans given access to the Vatican's confidential six-volume report, the "Positio on Pius XII," completed in 2004. It includes sworn testimony from witnesses, historical documents, and a review of all literature, neutral and negative, pertaining to the Vatican's actions during World War II. Rychlak called Pacepa's article "shocking." He said nothing in the positio suggests individuals gained access to the archives as part of an organized plot. "The idea that the Soviets, or their satellites, were able to get three agents into the archives is a very serious breach of security," he said. Rychlak, the author of two books on Pope Pius and World War II, said he thinks Pacepa's account needs to be verified in the Soviet archives. "Pacepa's timing is questionable. Why hasn't this story been revealed until now? I hope the United States government will declassify any information it has on this important matter, to spare the time a Freedom of Information Act request takes," said Rychlak….”

Mas ocorre que Ronald Rychlak é co-autor desse último livro de Ion Pacepa! Mudou de idéia sobre Ion Pacepa? Algum dado novo surgiu para essas informações serem somente agora reveladas? De onde viriam? Quem é Ronald Rychlak? Uma conferida básica no Google nos informa que Ronald Rychlak é um agente da CIA, treinado pelo Mossad em Israel em contra-terrorismo, e participante da OSCE, aquela que entregou os EUA nas mãos dos soviéticos em Helsinque. Na vida pública é professor na Universidade do Mississipi, e promotor. Ele é católico, Cavaleiro de Columbus, portanto sob comando jesuíta, e Mágico. Para maiores detalhes sobre sua atuação nessa história aqui está um resumo biográfico:

Before becoming a professor at the University of Mississippi, Rychlak was an attorney with Jenner & Block in Chicago. He clerked for Judge Harry W. Wellford of the United States Sixth Circuit Court of Appeals. In 2003 Rychlak served as an academic fellow at the Foundation for the Defense of Democracies, and he studied counter-terrorism in a program in Israel. In 2004, the State Department sent him to Paris in order to address a meeting of the Organization for Security and Cooperation in Europe on the issue of free speech on the Internet. He is a signatory to the Nashville Declaration on the Church and the Holocaust and as such was honored by the U.S. Holocaust Museum in 2007. In 2008, the Roman Catholic Archdiocese of Zagreb presented him with a Blessed Cardinal Stepinac medal for his historical work.

Ele joga em vários times: Israel-Mossad-Holocausto, Vaticano e CIA.


Agora, embora o assunto Pio XII ainda esteja presente no livro em questão (não li o livro, mas li a resenha feita por James Woolsey, ex-diretor da CIA, participante dos Tratados Salt I e II, e dos Acordos de Helsinque), se sabe do enfoque principal: a tentativa de diminuir a presença do sionismo na America, criando ou re-esquentando a atuação para lá de sabida da União Soviética, através da KGB nos EUA, e ainda apontando os soviéticos como os criadores do ódio islâmico contra os EUA. O livro tem a característica de propaganda sionista por tentar apagar ou diminuir a influência do governo israelense nos EUA. Não vai conseguir. Ion Pacepa deveria mandar fechar a AIPAC, a Liga Anti-Difamação, uma vez chamada odiosa por Olavo de Carvalho (eu nunca soube de sua existência antes), o B’Nai B’Rith, a maçonaria sionista, e o enorme complexo editorial, acadêmico, cultural, militar, cinematográfico e midiático. Observem que são os mesmos mentores e fautores do bolchevismo no passado, em 1917, etc, etc, etc. Negar a influência do sionismo (eu não disse anti-semitismo como alguns idiotas mal informados rapidamente associam) e do interesse do governo sionista de Israel (não falo do seu povo digno e trabalhador que sofre nas mãos de terroristas islâmicos), é um absurdo literário, mas como spin funciona muito bem. E por que a propaganda sionista na questão do Vaticano?

A resposta talvez esteja no “ecumenismo” de João Paulo II e seus seguidores; nas relações econômicas vantajosas para ambos os lados, e ainda o mal conhecido Acordo de Oslo 1992-1995, celebrado pelo Cardeal Ratzinger e o governo israelense, onde o Vaticano assegura o seu direito sobre a Palestina, não judaica, não islâmica, mas cristã.


Essa idéia de aproximação entre o Vaticano e a NOM encontra forte subsídio e explica o porquê da súbita importância de Gary Krupp, judeu do Queens, o sétimo judeu na história a receber a honraria de pertencer à Ordem Eqüestre Pontifícia dos Cavaleiros Comandantes de São Gregório Magno. E o que ele fez aparentemente? Doou alguns milhões de dólares para obras da Igreja! Como vemos no link abaixo isso não ficou sem reparos e críticas, e até dos sionistas radicais do B’nai B’Rith que provavelmente sabem, e reagem à pretensão do Vaticano a Jerusalém. Também setores da Igreja Católica reagiram contra essa honraria. Honraria é aquilo que se compra. Honra é outra coisa. Gary Krupp é o fundador da Pave the Way Foundation, como o nome diz uma ratline disfarçada que trabalha junto ao Vaticano. Ela foi fundada em 2002 com a ajuda de João Paulo II. Essa organização protege e esconde Ion Pacepa daqueles que querem matá-lo, assim pensa ele. A identidade americana do general da Securitate é mantida em segredo, segredo confiado a poucos, em geral, CIA, Mossad, e a Pave the Way Foundation. Ion Pacepa é também figurinha carimbada em sites sionistas como o WND de Joseph Farrah, Glenn Beck, Limbaugh e outros que tais. 



Mas houve quem gostasse muito do livro de Ion Pacepa e Ronald Rychlak. Vejam a alegria sionista dessa organização que saúda a grande conciliação:




Para quem não sabe a Brandeis Center, organização milionária judaica americana, patrocina causas comunistas e humanistas, disfarce perfeito para agendas gays, abortistas, enfim, novomundistas.

Também Chris Proudlove no artigo USSR Agents' Forgeries Sparked Israel Hatred do site sionista-cristão (!) saúda o grande trabalho de conciliação entre o Vaticano e Israel feito pela dupla de agentes duplos (ou triplos). Vejam:



E o grande assunto então foi revelado pelo livro. Vejam as manchetes garrafais do Daily Mirror, jornal sionista inglês:

EXCLUSIVE: New book reveals how KGB operation seeded Muslim countries with anti-American, anti-Jewish propaganda during the 1970s, laying the groundwork for Islamist terrorism against U.S. and Israel By DAVID MARTOSKO



Logo abaixo o jornal aponta outro tema candente: Os Protocolos dos Sábios do Sion. E é claro, eles são uma fraude contra os sionistas, plantada nos jornais e publicações islâmicas pelo soviético Yuri Andropov para semear o ódio islâmico e assim provocar atos terroristas contra Israel e os EUA.
Vejam a tentativa subreptícia de deslocar o foco e a autoria dos atentados de 11 de setembro, algo que mais da metade dos americanos ouvidos em pesquisas não acreditam. Eles acreditam em inside job (servicinho interno).

Está no livro: “Por volta de 1972 (de acordo com o livro), a máquina de desinformação de Andropov trabalhava 24 horas por dia para persuadir o mundo islâmico que Israel e os EUA pretendiam transformar o  resto do mundo em um enorme feudo sionista.” Eis o grande segredo agora revelado!

Está no Daily Mirror que no livro consta que Andropov chocantemente comissionou a primeira tradução para o árabe dos famigerados Protocolos. E o jornal sionista inglês se apressa em confirmar pela e-nésima vez : “os Protocolos são uma propaganda russa forjada pelos czaristas para incriminar os judeus, que eles planejavam tomar a Europa, e que eram ajudados pelos EUA”.

Os Protocolos, afirma Pacepa, “tornaram-se a base da filosofia anti-semítica de Hitler”, e que a KGB “disseminou milhares de cópias nos paíse islâmicos durante os anos 70”.

Se é coisa que deixa um sionista louco é falar em Protocolos dos Sábios do Sion. Aqui o endereço é certo! É claro e sabido sobejamente da propaganda soviética contra Israel e os EUA nos anos da era Kennedy e Krushvev. Agora requentar a história velha dos Protocolos interessa a quem? Aos sionistas, obviamente. Mas assim desse jeito alguém ainda acaba acreditando na “fraude”.

Ion Pacepa saiu da Romênia, mas não da inteligência, e muito enos da desinformatzya. Sem ele não saberíamos muito da atuação da KGB no Ocidente, a mão da KGB no Conselho Mundial de Igrejas e etc.. Mas daí acreditar prima facie que a KGB diretamente criou a Teologia da Libertação é demais. Aqui ficou claro que há algo por trás deste livro e que eu pretendi explicar acima.

E os jesuítas? Não tiveram nada a ver com a Teologia da Libertação? Krushev era teólogo? É claro que houve a ligação dele com Nikita Ronkalli, servo comunista que virará santo no ano que vem. Como já me manifestei, o livro de Roberto de Mattei, Concílio Vaticano II, História Nunca Escrita descreve a aproximação promíscua e irresponsável do Cardeal de Veneza, maçônico em Paris onde foi Núncio Apostólico, e em Istambul, de Sergei Krushvev, genro de Nikita Krushev, cuja esposa foi recebida por ele, já papa João XXIII, no Palácio Apostólico antes do nefasto Pacto de Metz. Mas daí afirmar que a Teologia da Libertação, e até o termo, foi invenção russa, é demais. Como foi demais para o jesuíta Padre Peter Gumpel.

Isso continua sendo desinformatzsya. E como tal deve ser tratada cum grano salis. Assim como entendidos vaticanistas olhavam com suspeitas o ratliner Gary Krupp, um outsiderda história e da vida religiosa que muito provavelmente foi manipulado por gente muito esperta, também Ion Pacepa deve ser olhado com suspeita, em particular com suas ligações “inteligentes” sionistas. Um espião com três patrões, entretanto, não deixa de ser emocionante. A CIA, a propósito, é uma organização respeitável, e não um bando de babacas enganados pelos soviéticos do passado e do presente. Um dos mitos que cerca essa organização, e que eu acreditei por muito tempo, é que ela foi criada apenas em 1947. Ora, isso é subestimar a inteligência (no duplo sentido, pun intended) da CIA! A CIA é continuação do Instituto Tavistock e do RIIA inglês. De quem voc/~es acham que os russos tiraram know how? A infiltração soviética nos EUA e na própria CIA a partir dos anos 70 só a torna mais temível. Com os acordos e tratados celebrados entre as duas superpotências a diferença de métodos e propósitos diminuiu muito. O que as distinguia era a melhor tecnologia americana que ainda assim não equilibrava o número avassalador de agentes da KGB no mundo ocidental. Mas daí inferir que a CIA é uma organização menor é falso. No máximo pode-se dizer que ela foi aparelhada. Mas se assim o foi, também foi aparelhada pelo serviço secreto do Vaticano – leia-se, jesuítas – (e antes dos russos), e pelo Mossad. Não deixa de ser respeitável.

Vou ler o livro assim que ele chegar. E recomendo-o. Mas tenha um saleiro à mão.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

The House of Rothschild


Annunaki-Statues-Hybridsthe Rothschild family combined with the Dutch House of Orange to found Bank of Amsterdam in the early 1600’s as the world’s first private central bank.  Prince William of Orange married into the English House of Windsor, taking King James II’s daughter Mary as his bride.  The Orange Order Brotherhood, which more recently fomented Northern Ireland Protestant violence, put William III on the English throne where he ruled both Holland and Britain.  In 1694 William III teamed up with the Rothschilds to launch the Bank of England.
The Old Lady of Threadneedle Street- as the Bank of England is known- is surrounded by thirty foot walls.  Three floors beneath it the third largest stock of gold bullion in the world is stored.  The biggest hoard lies beneath the Rothschild-controlled Federal Reserve Bank of New York.  According to the excellent movie The Money Masters, much of this gold was confiscated from now-empty vaults at Fort Knox as collateral on US debt obligations to the Eight Families Federal Reserve crowd.
This financial mafia further consolidated its control over the world’s gold stock when 200 million ounces of the stuff belonging to the Bank of Nova Scotia was recovered from beneath the carnage of the World Trade Center.  One day after its November 1, 2001 recovery, New York Mayor Rudy Guliani laid off hundreds of rescue workers at Ground Zero.  A short time later he was knighted by Queen Elizabeth and named Time magazine’s “Man of the Year”.
The daily London gold “fixing” occurs at the N. M. Rothschild Bank in the City of London.  Here, five of the Eight Families-linked banks unilaterally decide what the price of gold will be each morning.  Kleinwort Benson’s Sharps Pixley subsidiary is one of five firms.  Another is Mocatta Metals.  It is majority-owned by Standard Chartered- the Cecil Rhodes-founded bank whose Dubai branch wired Mohammed Atta the funds he needed to carry out the 911 operation.
According to British MP Michael Meacher in an article for The Guardian, Omar Saeed Sheikh- the man who beheaded US journalist Daniel Pearl in 2002- was a British MI-6 agent.  He says it was Sheikh who- at the behest of Pakistani ISI General Mahmood Ahmed- wired the $100,000 to Mohammed Atta from Standard Chartered’s Dubai branch before 911.  Meacher’s claim has been corroborated by Dennis Lomel- director of FBI’s financial crimes unit- and by an October 11, 2001 article in The Times of India.  Mocatta Metals is also a favorite conduit for Israeli Mossad financing.
Midland Bank subsidiary Samuel Montagu is a third London gold “fixer”.  In 1999 Midland, headquartered in cocaine-money infested Panama, was bought by the British oligarchy-controlled HSBC- the old Hong Kong Shanghai Bank Corporation opium laundry and now the world’s second largest bank.  Midland is partially owned by the Kuwaiti al-Sabah monarchy.  The other two gold fixers are Johnson Matthey and N. M. Rothschild, both of which have interlocking boards with Anglo-American and HSBC.
Anglo-American is the world’s third largest mining company.  It is controlled by the Rothschilds and South Africa’s Oppenheimer family.  It owns both Engelhardt- which enjoys a near monopoly in global gold refining- and the DeBeers diamond monopoly.  The current De Beers chairman is Nicky Oppenheimer.  De Beers was indicted in 1994 for price-fixing by the US Justice Department.  To this day company officials do not set foot on US soil for fear they may be nabbed by US authorities.
The Rothschilds also control BHP Billiton and Rio Tinto, the two biggest global miners, as well as Royal Dutch/Shell, BP and Bank of America.  As Bank of England Deputy Governor George Blunden put it, “Fear is what makes the bank’s powers so acceptable.  The bank is able to exert its influence when people are dependent on us and fear losing their privileges or when they are frightened.”
Mayer Amschel Rothschild sold the British government German Hessian mercenaries to fight against American Revolutionaries, diverting the proceeds to his brother Nathan in London, where N.M. (Nathan and Mayer) Rothschild & Sons was established.  Mayer was a serious student of Cabala and launched his fortune on money embezzled from William IX- royal administrator of the Hesse-Kassel region and a prominent Freemason.
Rothschild-controlled Barings bankrolled the Chinese opium and African slave trades.  It financed the Louisiana Purchase.  When several states defaulted on its loans, Barings bribed Daniel Webster to make speeches stressing the virtues of loan repayment.  The states held their ground, so the House of Rothschild cut off the money spigot in 1842, plunging the US into a deep depression.  It was often said that the wealth of the Rothschilds depended on the bankruptcy of nations.  Mayer Amschel Rothschild once said, “I care not who controls a nation’s political affairs, so long as I control her currency”.
War also enhanced the family fortune.  The House of Rothschild financed the Prussian War, the Crimean War and the British attempt to seize the Suez Canal from the French.  Nathan Rothschild made a huge financial bet on Napoleon at the Battle of Waterloo, while also funding the Duke of Wellington’s peninsular campaign against Napoleon.  Both the Mexican War and the Civil War were goldmines for the family.
A Rothschild family biography mentions a London meeting where an “international banking syndicate” decided to pit the American North against the South as part of a “divide and conquer” strategy.  German Chancellor Otto von Bismarck once stated, “The division of the United States into federations of equal force was decided long before the Civil War.  These bankers were afraid that the United States…would upset their financial domination over the world.  The voice of the Rothschilds prevailed.”
Rothschild biographer Derek Wilson says the family was the official European banker to the US government via the Federal Reserve-precursor Bank of the United States.  Family biographer Niall Ferguson notes a “substantial and unexplained gap” in Rothschild correspondence from 1854-1860.  He says all copies of outgoing letters written by the London Rothschilds during this Civil War period “were destroyed at the orders of successive partners”.
French and British troops had, at the height of the Civil War, encircled the US.  The British sent 11,000 troops to Crown-controlled Canada, which gave safe harbor to Confederate agents.  France’s Napoleon III installed Austrian Hapsburg family member Archduke Maximilian as his puppet emperor in Mexico, where French troops massed on the Texas border.  Only an 11th-hour deployment of two Russian warship fleets by US ally Czar Alexander II in 1863 saved the United States from re-colonization.  That same year the Chicago Tribune blasted, “Belmont (August Belmont was a US Rothschild agent and had a Triple Crown horse race named in his honor) and the Rothschilds…who have been buying up Confederate war bonds.”
President Abraham Lincoln- now aware of the Eight Families-controlled Bank of the United States plot- countered by issuing Greenbacks from the US Treasury.  The London bankers were fuming.  Salmon Rothschild stated derisively of President Lincoln, “He rejects all forms of compromise.  He has the appearance of a peasant and can only tell barroom stories.”
Lincoln was soon assassinated by John Wilkes Booth, who was whisked away from Ford Theatre by members of a secret society known as Knights of the Golden Circle.  Booth’s granddaughter later wrote This One Mad Act, in which she details Booth’s contacts with “mysterious Europeans” just before the Lincoln assassination.
Baron Jacob Rothschild was equally flattering towards the US citizenry.  He once commented to US Minister to Belgium Henry Sanford on the over half a million Americans who died during the Civil War, “When your patient is desperately sick, you try desperate measures, even to bloodletting.”
Salmon and Jacob were merely carrying forth a family tradition.  A few generations earlier Mayer Amschel Rothschild bragged of his investment strategy, “When the streets of Paris are running in blood, I buy”.
Mayer Rothschild’s sons were known as the Frankfurt Five.  Amschel ran the family’s Frankfurt bank with his father, while Nathan ran London operations.  Youngest son Jacob set up shop in Paris, while Salomon ran the Vienna branch and Karl the branch in Naples.  Author Frederick Morton estimates that by 1850 the Rothschilds were worth over $10 billion.  The old axiom “money begets more money” certainly holds true.  Researchers believe that the Rothschild fortune today exceeds $100 trillion.
The Warburgs, Kuhn Loebs, Goldman Sachs, Schiffs and Rothschilds have intermarried into one big happy banking family.  The Warburg family- which controls Deutsche Bank and Banque Paribas- tied up with the Rothschilds in 1814 in Hamburg, while Kuhn Loeb powerhouse Jacob Schiff shared quarters with Rothschilds in 1785.  Schiff immigrated to America in 1865.  He joined forces with Abraham Kuhn and married Solomon Loeb’s daughter.  Loeb and Kuhn married each others sisters and the Kuhn Loeb dynasty was consummated.  Felix Warburg married Jacob Schiff’s daughter.  Two Goldman daughters married two sons of the Sachs family, creating Goldman Sachs.  In 1806 Nathan Rothschild married the oldest daughter of Levi Barent Cohen, a leading financier in London.  The Cohen family was now part of the club.
Today the Rothschild’s control a far-flung financial empire, which includes majority stakes in nearly all the world’s central banks.  The Edmond de Rothschild clan owns the Banque Privee SA in Lugano, Switzerland and the Rothschild Bank AG of Zurich.  The family of Jacob Lord Rothschild owns the powerful Rothschild Italia in Milan.  They are members of the exclusive Club of the Isles, which provides capital for George Soros’ Quantum Fund NV.  Quantum made a killing in 1998-1999 destroying the currencies of Thailand, Indonesia and Russia.  Soros was a major shareholder in George W. Bush’s Harken Energy.
Quantum NV handles $11-14 billion in assets and operates from the Dutch island of Curacao, in the shadow of massive Royal Dutch/Shell and Exxon Mobil refineries.  Curacao was recently cited by an OECD Task Force on Money Laundering as a major drug money laundering nation.  The Club of Isles group which funds Quantum is led by the Rothschilds and includes Queen Elizabeth II and other wealthy European aristocrats and Black Nobility.  Fugitive Swiss financier and Mossad cutout Marc Rich, whose business interests were recently taken over by the Russian mafia Alfa Group, is also part of the Soros network.  Rich was pardoned by President Clinton as he exited the White House.
Ties to drug money are nothing new to the Rothschilds.  N. M. Rothschild & Sons was at the epicenter of the BCCI scandal, but escaped the limelight when a warehouse full of documents conveniently burned to the ground around the time the Rothschild-controlled Bank of England shut BCCI down.  The Rothschild’s Bank of America provided the seed money to launch BCCI.
Perhaps the largest repository for Rothschild wealth today is Rothschilds Continuation Holdings AG- a secretive Swiss bank holding company.  By the late 1990s scions of the Rothschild global empire were Barons Guy and Elie de Rothschild in France and Lord Jacob and Sir Evelyn Rothschild in Britain.  Evelyn is chairman of the Economist.
If we wish we make the world a better place and to usher in a new consciousness; we must study, discuss and expose the source of global warfare, depopulation schemes, oil-addiction, drug addiction, poverty and environmental degradation.  The head of the serpent is the House of Rothschild.

APARECEU O FANTASMA TOTALITÁRIO DE ALMA ATA



08/07/2013

A Declaração de Alma-Ata foi formulada por ocasião da Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, reunida em Alma-Ata, no Cazaquistão, entre 6 e 12 de setembro de 1978, dirigindo-se a todos os governos, na busca da promoção de saúde a todos os povos do mundo.

Dilma abandonou os médicos que estão neste momento trabalhando em todo o país. São milhares de médicos sem condições adequadas de trabalho. Eu sou um destes. Sinto-me abandonado. Em nenhum momento do anúncio do malfadado plano a presidanta Dilma falou em aumentar os recursos existentes. Logo, podemos esperar que os serviços atuais existentes vão ser sucateados pelo tempo e pelo abandono. Enquanto isso o governo surfa na maionese envenenada pela bruxa comunista que nasceu no Cazake. Nasceu a Saúde Totalitária.

Fomos atropelados por uma medida totalitária que destrói o existente e não coloca, na prática, nada no seu lugar. Essas medidas como anunciadas acabam com o futuro da medicina de qualidade no país. Esse plano vai criar duas saúdes, duas classes médicas: uma sindicalizada e controlada por pelegos estatais– esperem e verão -, que nivelará por baixo o atendimento por desprezar a construção de hospitais e centros dotados tecnologicamente; e outra que se atrasará na aquisição de habilidades para a tecnologia que o povo precisa e exige no século XXI, uma tecnologia à frente do antiquado modelo comunista-soviético de gestão de saúde. Esse ferro velho criminoso e cruel agora será obrigatório.

As futuras gerações de médicos não terão mais uma residência médica sem a presença do Estado. Esse elo essencial de excelência profissional que une o final da formação médica com o exercício competente e hábil que parte de jovens inteligentes e inovadores será enfraquecido. Esse plano é ruinoso também por que, como disse, desencoraja, e desprovê os serviços atuais existentes. Abrir-se á um hiato de qualidade que aumentará com o tempo. Criar-se-á um degrau inferior na qualidade que já era baixa em alguns lugares. Isso agravará o problema existente, o qual  não é a falta de médicos, mas a inexistência de recursos materiais distribuídos pelo país – o problema que o governo não que ver.

Dinheiro não falta. Os petistas distribuem fartamente bilhões de dólares suspeitíssimos para países estrangeiros. Esse governo comunista, como todo governo comunista, não emprega esforços na materialidade mínima compatível com seu tempo. É sempre pelo menos, pelo mais doloroso, pelo mais escasso, pelo mais sofrido. Esse ranço de falso humanismo - quando ouço e vejo o Mercadante falar em humanidade eu fico arrepiado! -, para eles soa verdadeiro. Mas para as pessoas normais é delírio puro. Trocar realidade material por ideologia é loucura. Os médicos não podem proporcionar democracia, direitos humanos e cidadania para seus pacientes no lugar de atenção, procedimentos e ações concretas, reais, desse mundo.

Quem inventou e quando isso começou? Para quem desconhece o caminho socialista da Saúde, declaro que isso é obra da ONU, e sua OMS, desde a Conferência de Alma Ata que escrevi em epígrafe. O modelo comunista de gestão nada tem a dizer sobre tecnologia. Naquele instante se criou a idéia que a prevenção é superior à ação sobre o mal real, o que acarreta a alocação de recursos para a solução dos problemas. Isso despreza  o óbvio que não se faz saúde sem hospitais, sem centros técnicos e recursos humanos integrados. O foco comunista, o nível do problema, foi direcionado para a solução barata, aquela que não tem resolutividade. O resultado era inevitável. Esse é o varejo pobre das idéias socialistas sobre saúde e medicina. Eles se agarram a esses slogans e convenceram muita gente que esse é o caminho que agora percebemos como errado. Ou alguém conhece algum país comunista ou socialista que se notabilizou na indústria e nos equipamentos que queremos e precisamos para continuarmos vivendo, e bem? Quem não quer ser atendido com alta performance, como os petistas são, usando e abusando e  debochando da nossa cara?  O socialismo nunca produziu tecnologia. Tentam antes, substituí-la por slogans de propaganda como a tal humanitasmercadanteana que nem o Quincas Borbas ousou delirar.

Esse é o primeiro ato totalitário do governo Dilma. Totalitário e burro. Totalitário e incompetente. Totalitário e ridículo. Os governos petistas são a vergonha do totalitarismo.  Tenho fé que essa loucura não vá adiante. Se for, chegou a hora de reagir à altura. O fantasma totalitário de Trotski que vagou refugiado em Alma Ata em 1929 renasceu aqui e agora. Ele será capaz de unir a classe mais desunida do Brasil?


segunda-feira, 24 de junho de 2013

A CLASSE CHE GUEVARA



CARLOS REIS

23/06/2013

O Brasil vem testemunhando uma convulsão social desde o dia 15/06, quando a presidente da República, Dilma Rousseff, foi impiedosamente vaiada por dezenas de milhares de pessoas no estádio Mané Garrincha em Brasília. O lugar é símbolo do desperdício desonesto. Depois desse dia aquela grande vaia procurou outros corpos, e outros ares, em todos os lugares. Expandiu-se pelo país e finalmente, não se contendo, saiu às ruas  somente freqüentadas pela esquerda triunfante desde há um década e tanto.

Foi o que se viu. No clímax do processo histórico, no dia 20/06, mais de um milhão de pessoas em 100 cidades do Brasil saíram às ruas em uma assustadora demonstração de insatisfação contra o governo federal, as instituições, o parlamento, e mais mil demandas, mil queixas, mil demonstrações de injustiça no país da justiça social, da democracia, da liberdade de expressão, da cidadania, e de tudo aquilo que por dez anos o povo e o mundo pensaram que era bom, e não era.

Logo o povo horrorizado com seu governo mentiroso e medroso, quase apavorado, e ainda mais horrorizado com o que viu de destruidor, sem controle, mas conhecido e temido por cada habitantes desse país sem segurança, sem garantia de vida, onde morrem assassinadas 50 mil pessoas por ano, viu outra coisa: uma massa de homens e poucas mulheres  delinqüentes ao extremo a correr e saquear tudo que encontrava. Eu disse cinqüenta mil pessoas mortas, e por quem? Por uma quarta classe social que o Partido dos Trabalhadores e sua ideologia socialista criou e protege.

Abaixo da mais baixa classe social, uma nova classe apareceu; feia, perigosa, mortal. Agora, publicamente se exibe confiante na própria audácia e impunidade eficiente. O PT nos deu uma classe de párias que em duas  décadas chegou ao clímax destruidor que testemunhamos há duas semanas. Uma classe cujo crescimento é inversamente proporcional às franquias democráticas e cidadãs à sociedade; na exata medida inversa de direitos concedidos, hoje sobejamente reconhecidos como onerosos para sociedade. Uma classe a tal ponto ligada aos dois governos petistas que pode se dizer que foi praticamente a única coisa que o pais nunca teve: uma milícia selvagem dependente de criminosos eleitos pelo povo.

Chamados genericamente na novilíngua socialista como “movimentos sociais”, esses grupos sempre negaram portar dentro de si elementos anti-sociais, com tendências criminosas e delinqüentes que, não obstante todos os avisos, logo receberam dos governantes a tolerância máxima, a isenção completa, uma blindagem segura, e protegidos por um imperativo ideológico que ameaça quase sempre o ordenamento jurídico, o qual , por seu turno se curva e se apressa a dizer que são inimputáveis porque são sociais, e ai daquele que discordar. O MST é o movimento típico do que estou falando. Ele, que em seu seio abriga da lei meliantes e gente do pior tipo. Tivemos que nos acostumar com isso.  Na velha Rússia do czar houve um movimento voluntarista desses, a narodnia volia, de extrato rural, a raiz do movimento comunista russo. Eliminado o odioso czar, essa vontade do povo se tornou protagonista da Revolução russa.

Como força de reserva revolucionária, o MST cedeu hoje seu protagonismo (novilíngua petista) à quarta classe petista, essa que corre solta pelas ruas brasileiras, e  que são consideradas pacíficas pela imprensa e pelo governo até que as depredações estourem. E ela é legião. Sua ligação indecente com os governos petistas fez dessa classe mais do que uma massa de manobra, uma verdadeira instituição de guerrilha urbana terceirizada por partidos mantidos pequenos e insignificantes para que menos se veja como,  porque, e para que trabalham.

Anos atrás, esses mesmos partidecos comunistas faziam esse serviço sujo. Compostos em sua quase totalidade por uma juventude  de barbas  ralas e físico precário, e com um cérebro ainda mais precário – a fisiologia da pobreza como disfarce de santidade revolucionária, por isso por mim chamada che guevaras -, moldou-se o tipo social cuja fronteira entre a delinqüência e a militância hoje já não mais se percebe. Convivendo com o crime e com criminosos de maneira tão íntima e promíscua, além de impune, por que então não comprá-los ou alugá-los por tarefas? Com o tempo criou-se uma organização permanente ligada ao financiamento do governo. Já não vemos mais che guevaras barbudos comprando e recrutando gente nas vilas e nas periferias das cidades; intelectuais ricos e poderosos, com sinecuras dentro dos palácios dos inácios se prestam para isso abertamente nas vilas e periferias. Têm projetos sociais, a máscara perfeita.

Curiosamente a presidente se traiu no seu último discurso falando diretamente dessa juventude que sai às ruas. Mas omitiu, é claro, que seu governo paga e recruta gente como um exército de Brancaleone sem nenhum romantismo para fazer o serviço sujo, mesmo correndo o risco de se expor à polícia. Agora no poder, e fora dele, simultaneamente, esses componentes jovens desse partidecos recebem verbas para terceirizar a guerrilha urbana – a quarta classe, que desdenhosamente chamo de classe che guevara.

E é essa quarta classe que está frustrando as enormes manifestações legítimas e pacíficas que denunciam difusamente sua indignação contra o governo. Povo que não sabe que aqueles que aterrorizam a sua marcha são pagos, sustentados ou terceirizados por partidos ideologicamente ligados como gêmeos xifópafos ao governo Lula/Dilma.

Nessa classe odiosa, de extração moral deplorável, há ainda aqueles que nada ganham e que nada tem a perder – são os mais perigosos. Arrastar o rebotalho da sociedade, a escória anti-social, e a tornar cidadã e incluída no mercado de votos, sempre foi tarefa do PT e seus aliados comunistas. Vale tudo, paga-se tudo a eles, ou quase tudo. Promete-se tudo a eles sem qualquer compromisso de cumprimento. Já não se trata de assistencialismo, como os intelectuais ingênuos denominam, nem fidelidade ideológica mal digerida, se trata sim de escravidão e dependência quase química. A opção preferencial pelo pobres sempre acaba pela injustiça social. O governo sabe disso, por isso liberta os instintos dessa massa facilmente maleável como compensação cruel. Que ela assalte a burguesia, que antes se abasteça nas cracolândias do governo.

Escrevi  acima sobre os cinqüenta mil mortos por ano no Brasil, mortos por elementos dessa protegida e pacificada classe. E o que mais espanta é que esta realidade vergonhosa passa despercebida por um povo candidato  cada vez mais  a engrossar essa macabra estatística. A hipocrisia socialista, no entanto, só seria possível com a ajuda daqueles que têm o dever de informar ao povo essa miséria política. Mas a grande mídia olha para o lado; têm outras prioridades. Como a classe política, está interessada no grau de sexualidade do povo brasileiro, enquanto fecha os olhos para o bem maior do homem, sua vida. Ocupa-se em ajudar a vazão libertária, já amoral, daqueles constantemente preocupados com suas fantasias sexuais, através de folhetins quase satânicos, abertamente contrários à tradição do povo.


Quando o povo brasileiro souber disso estará maduro para dirigir sua ira para o alvo certo: o governo socialista do PT e seus aliados, e o comunismo como prática de terror. Mas o grande movimento da sociedade sadia e inocente não cessará. Uma semente da esperança que uma luz ilumine novamente o povo brasileiro foi lançada. No devido momento, e na maneira apropriada, esse povo saberá se livrar do monstro comunista e criminoso. Saberá finalmente que era socialista e não era feliz por causa disso. É essa semente que a classe che guevara quer arrancar do nosso solo pátrio.